CONTO XXIII
A mente humana é um labirinto de sentimentos, idéias e instintos, um pseudo-ecossistema de criaturas rejeitadas e escondidas, uma imensa teia tecida por tudo e nada ao mesmo tempo, esse equilíbrio não é perfeito, é alucinógeno, dramático e insano, muitas vezes os problemas consequentes da vida só são enrolados pelos fios da teia, um emarilhado psicótico se forma e posteriormente problemas psicológicos e físicos também.
Todos temos problemas, somos envolvidos por nossa imperfeita mente maluca, mas porque focaram as atenções em um garoto de um cidade que era reservado e quieto? Ele tinha seus problemas psiquiátricos mas era controlado, mas ele não conseguia viver a sua vida porque as outras pessoas focavam suas inseguranças nele. Ele não podia escutar suas músicas, nem usar suas roupas, nem ser como realmente era, nenhuma argumento sustentava aquela situação, a não ser os já ditos antes.
Em um fatídico dia, ele foi metaforicamente crucifixado, humilhado pela coordenadora do colégio que era funcionária dele
“Eu não suporto este moleque, sempre com essas roupas esquisitas, com esse fone no ouvido, vive calado e olhando pro nada, tá desviando a boa conduta da escola, os pais dessa coisa deveriam corrigi-lo com surra, porrada por cima de porrada até isso virar gente…”
Foi a gota d’água, mesmo, como se todos os dias ruins de sua vida viessem de uma só vez, tudo de ruim, tudo de negativo o bateu de frente e nocauteou. Usando as últimas forças ele se trancou no banheiro e deitou naquele pútrido chão e chorou durante um longo tempo, ele ficou tanto tempo no banheiro que só saiu quando a perícia chegou. Bem, a perícia não veio para tirar-lo do banheiro, veio para investigar o homicídio em série que havia ocorrido durante o tempo que ele estava no banheiro.
As causas do homicídio foi envenenamento da água e da comida, no começo, a investigação achou que tinha sido o garoto era o principal suspeito, mas nenhuma prova ligava o garoto ao crime, pelo menos uma prova deste mundo.